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Criar

Criar uma escola a partir do propósito

Uma escola nova pode acabar por ser edifício + currículo + equipa + tecnologia, ou pode construir-se primeiro como uma arquitetura educativa coerente.

Padrão observado em diferentes instituições educativas Macro Meso Micro

O ponto de partida

Criar uma escola nova permite trabalhar sem algumas das inércias organizativas que condicionam uma instituição existente. A oportunidade é excecional: poder decidir desde o início que escola se quer construir.

As perguntas iniciais destes processos são aquelas para as quais quase nunca há espaço numa instituição em funcionamento:

  • Que propósito terá?
  • Que pessoas queremos ajudar a desenvolver?
  • Que traços deveriam caracterizar um diplomado?
  • O que significa aprender aqui?
  • Que papel terão os professores?
  • Como se organizará o tempo?
  • Como se relacionarão disciplinas e experiências?
  • Como se avaliará?
  • Que papel terá a comunidade?
  • Que cultura queremos construir?

A tensão

A criação de uma escola tem urgências muito concretas: obras, licenças, contratações, matrículas, tecnologia. Sob essa pressão, o projeto pode acabar por se tornar a soma das suas partes operativas:

edifício + currículo + equipa + tecnologia

Tudo necessário. Nada suficiente. Porque nenhuma dessas peças, por si só, define o que um aluno viverá numa terça-feira qualquer às dez da manhã.

A pergunta mudou

A oportunidade sistémica consiste em construir primeiro uma arquitetura educativa coerente, e a pergunta que ordena todas as outras é:

Como fazemos com que cada decisão institucional seja coerente com a pessoa que queremos ajudar a desenvolver?

Quando essa pergunta preside ao processo, o horário deixa de ser logística e torna-se pedagogia. A seleção de professores deixa de ser contratação e torna-se cultura. A tecnologia deixa de ser equipamento e torna-se critério.

O que começámos a conectar

Nestes processos, o trabalho consiste em manter conectadas decisões que a urgência tende a separar: propósito e organização do tempo; perfil de saída e desenho de experiências; cultura que se declara e cultura que se pratica desde o primeiro dia; avaliação e aquilo que a escola diz valorizar.

Uma ideia que transcende este caso

Um modelo educativo não é um documento. É um conjunto de decisões interdependentes que acaba por determinar aquilo que o alunado vive diariamente.

Esta história mostra a mesma lógica sistémica que aplico na transformação de instituições de ensino superior: as camadas mudam de escala, não de natureza.

Arquitetura Sistémica da Aprendizagem · dimensões desta história

  • Propósito
  • Modelo educativo
  • Perfil de saída
  • Cultura
  • Organização
  • Tecnologia
  • Comunidade
  • Avaliação

● dimensão central do processo · ○ dimensão secundária

Conhecer a Arquitetura Sistémica da Aprendizagem →

Nota de confidencialidade. Esta história foi anonimizada: não contém nomes, países, datas nem dados que permitam identificar as instituições ou pessoas envolvidas. Os padrões observados sintetizam aprendizagens de diferentes processos, nunca de uma única instituição.

Encontra-se perante uma transformação semelhante?

Cada instituição parte de uma história e de condições diferentes. Podemos conversar sobre o momento em que a sua se encontra e as perguntas que vale a pena explorar.

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