Linha de trabalho · 01

Transformação sistémica de universidades

Acompanho universidades a alinhar a sua estratégia, modelo educativo, currículo, avaliação, desenvolvimento docente, tecnologia e relação com o meio para gerar experiências profundas e capacidades demonstráveis.

Como deve transformar-se uma universidade para continuar a gerar valor na era da IA?
A pergunta institucional que esta linha responde

Da mudança incremental à transformação sistémica

Os relatórios da EDUCAUSE, UNESCO e OCDE convergem num mesmo diagnóstico: a mudança incremental é insuficiente. A IA tornou visíveis fraquezas que já existiam na avaliação, no currículo, na estratégia e na cultura institucional.

A resposta não é acrescentar mais iniciativas — outro piloto, outro workshop, outra licença — mas rever a arquitetura completa: propósito, modelo educativo, currículo, avaliação, docentes, tecnologia, dados e relação com o território.

A arquitetura macro–meso–micro

A transformação real exige articular três camadas que habitualmente operam desconectadas:

  • Macro (direção): propósito, identidade institucional, modelo educativo, estratégia e governança de IA, proposta de valor, impacto territorial.
  • Meso (sistema): perfil de egresso, currículo, progressão de competências, avaliação, desenvolvimento docente, tecnologia, dados e vínculos externos.
  • Micro (experiência): desafios, projetos e casos, atividades, papéis, feedback, rubricas, metacognição e evidências.

Como trabalho

Cada processo começa com um diagnóstico institucional nas três camadas e termina com capacidades instaladas, não com um relatório. O acompanhamento combina direção estratégica, cocriação com equipas internas, pilotos mensuráveis e escalado progressivo.

Vivi resistências docentes, limites tecnológicos, tensões curriculares e implementações multinacionais. Essa experiência permite antecipar o que acontece quando uma universidade tenta transformar-se de verdade, não apenas como deveria ser.

Resultados que se podem demonstrar

A transformação mede-se: adoção docente, mudanças curriculares efetivas, qualidade das experiências de aprendizagem, competências desenvolvidas e evidências longitudinais do perfil de egresso. Sem medição não há transformação; há comunicação.