Que capacidades deve desenvolver uma pessoa quando a IA pode responder?
28 de junho de 2026 · Xavier Pascual
O World Economic Forum estima que cerca de 40% das competências utilizadas no trabalho mudarão antes de 2030. IA, big data e cibersegurança crescem rapidamente; pensamento analítico, criatividade, resiliência, liderança e colaboração continuam a ser centrais.
Isto coloca a pergunta universitária decisiva: que capacidades deve desenvolver uma pessoa quando dispõe permanentemente de sistemas capazes de gerar informação, análise e soluções?
A resposta não é uma lista de competências
É uma arquitetura:
- Perfil de egresso observável — capacidades formuladas como comportamentos demonstráveis.
- Progressão de competências — marcos de desenvolvimento ao longo do currículo.
- Experiências que geram evidência — desafios e projetos onde as capacidades se exercitam de verdade.
- Avaliação do processo — instrumentos que capturam raciocínio e transferência.
- Portefólio verificável — evidências longitudinais que o mercado pode ler.
Skills-first
A OCDE descreve uma transição que prioriza as capacidades demonstráveis face à dependência exclusiva de credenciais. A universidade que souber explicar o que cada graduado sabe fazer terá uma vantagem estrutural em empregabilidade, acreditação e reputação.
A pergunta já não é que diploma entrega. É que evidências entrega.
Trabalhamos juntos nisto?
Acompanho universidades em processos de transformação estratégica, pedagógica e tecnológica.
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