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Colômbia · México

Rede de universidades (América Latina)

Da iniciativa isolada de docentes entusiastas a uma das maiores operações de aprendizagem experiencial da região: mais de 200 desafios com empresas em cada semestre, integrados no currículo e com evidências de empregabilidade.

Contexto

Uma rede de universidades realizava experiências de aprendizagem baseada em desafios de forma isolada: docentes entusiastas, sem coerência curricular, sem avaliação consistente e sem dados sobre resultados. O padrão é universal: quase todas as universidades têm desafios com empresas; quase nenhuma tem um sistema de desafios com empresas. A diferença entre as duas coisas é a diferença entre uma anedota pedagógica e um modelo educativo.

Leitura macro–meso–micro

  • Macro: o modelo educativo declarava “vínculo com o mundo real”, mas não existia uma decisão estratégica sobre o papel da experiência real na aprendizagem de cada estudante.
  • Meso: os desafios viviam à margem do currículo — atividades extra, não estruturas — e a relação com cada empresa dependia da agenda pessoal de um docente.
  • Micro: cada professor avaliava o seu desafio com critérios próprios; as aprendizagens não eram comparáveis nem acumuláveis.

Intervenção

Desenho de um sistema institucional de aprendizagem experiencial em três camadas: decisão estratégica sobre o papel do mundo real no modelo educativo, estruturas curriculares interdisciplinares e operação tecnológica com a BeChallenge.

Operar desafios à escala institucional exige resolver simultaneamente problemas que nenhuma camada consegue resolver sozinha: um fluxo constante de empresas com problemas reais (não simulações), calendários académicos compatíveis com os tempos empresariais, docentes formados como desenhadores e facilitadores de experiências, rubricas comuns que tornem as aprendizagens comparáveis entre cursos, e uma infraestrutura de dados que converta cada desafio em evidência — para o estudante, para a acreditação e para o empregador.

Resultados e aprendizagens

  • Mais de 200 desafios com empresas por semestre em operação estável — não como pico pontual, mas como regime normal de funcionamento da instituição. Em cada semestre, centenas de equipas de estudantes trabalham sobre problemas reais trazidos por empresas, com entregáveis que as organizações utilizam.
  • A aprendizagem experiencial deixou de ser atividade complementar e passou a ser estrutura curricular: os desafios ocupam um lugar definido nos planos de estudo e contam para a progressão do estudante.
  • Rubricas de competências comuns conectadas com o perfil de egresso: o mesmo desafio gera evidências comparáveis em qualquer curso ou campus.
  • Evidências de aprendizagem utilizadas em processos de acreditação e como sinal de empregabilidade verificável perante empregadores.
  • Aprendizagem-chave: a sustentabilidade chegou quando o vínculo com empresas deixou de depender das relações pessoais de cada docente e passou a ser uma função institucional, com pipeline próprio de organizações e ciclos de desafio industrializados sem perder autenticidade.

A sua instituição enfrenta um desafio semelhante?

Vamos conversar sobre o seu contexto, as suas restrições e os seus objetivos de transformação.

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